terça-feira, julho 17, 2007

FORMAÇÃO! FORMAÇÃO! FORMAÇÃO! COMUNICAÇÃO!





Formação, formação, formação e comunicação, tópicos para o crescimento sustentado do rugby em Portugal

I - Formação de árbitros = jogos credíveis = resultados transparentes = recuperar a imagem de modalidade em que os jogadores têm respeito pelos adversários e pelos árbitros.

II - Formação de treinadores = maior qualidade na formação de jogadores.

III - Formação de Dirigentes = organização profissional = credibilidade da modalidade = mais investidores.

IV – Comunicação = divulgação e visibilidade = mais adeptos, mais patrocinadores

De uma forma um pouco simplista vou expor alguns pontos de vista sobre 4 temas que a melhorarem, significariam, no meu ponto de visto, um impulso real para o desenvolvimento do rugby em Portugal.

Neste primeiro artigo irei abordar um tema sempre quente: os árbitros.

A arbitragem no rugby, como em quase todas as modalidades, é o bode expiatório oficial das nossas fraquezas (derrotas). São poucos, não aparecem e não dizem nada, não há fiscais de linha, são adeptos deste ou daquele clube, aquele está sempre a prejudicar o meu clube, é uma besta, etc.

Os árbitros em Portugal são manifestamente insuficientes, na minha opinião por 3 razões: Formação, Disciplina e Remunerações.

FORMAÇÃO DE ÁRBITROS

A ARS ao longo deste ano produziu um trabalho notável na formação de jovens árbitros (EJA – Escola de Jovens Árbitros), ver:
http://www.arugbysul.pt/docs/210.pdf.

Deste relatório da autoria do Ferdinando de Sousa destaco os seguintes pontos:

· 51 participantes (jogadores-árbitros) no projecto distribuídos pelos seguintes clubes: Belas (11), Direito (10), Benfica (7), Belenenses (6), Cascais (5), Santarém (4), CDUL (2), Agronomia (2), Técnico (2), Setúbal (1), Évora (1).
· a grande maioria participou em menos de 1/3 das acções desenvolvidas o que poderia levar a concluir que houve pouco interesse em continuar ligado a este projecto. Todavia, a maioria das indisponibilidades deveu-se à simultaneidade de realização de eventos da EJA e dos jogos dos jogadores-árbitros, principalmente em Iniciados e Juvenis (34 dos 51).
· Necessidade de aumentar o número de formadores e colaboradores na EJA. Actualmente são 6 elementos “residentes”, 3 dos quais são árbitros no activo (Mendes Silva, Moita e Mourinha), vendo a sua disponibilidade limitada.
· Dificuldade em supervisionar as primeiras práticas que decorrem nos Convívios e que tem desmotivado e afastado alguns jovens desta experiência
· Atitude de alguns pais, amigos, treinadores e espectadores que insultam, pressionam e interferem na arbitragem, acabando por baralhar e por vezes, intimidar os jovens jogadores-árbitros, têm entre 13 e 18 anos de idade, e precisam do seu espaço (e tempo) para poderem afirmar-se numa experiência nova.
· Necessidade de haver maior colaboração dos clubes (por exemplo participação em treinos).
· Sem árbitros não há jogos, e sem jogos os jovens não se divertem. O árbitro não pode continuar a ser visto como um “mal necessário”, tem de ser visto como um elemento imprescindível para o bom desenrolar do jogo.
· Empenho e entusiasmo de alguns jovens jogadores-árbitros, com sacrifício de inúmeros fins-de-semana e de feriados para poderem participar de forma pró activa neste projecto.
· 17 actividades desenvolvidas em: convívios, jogos dos torneios de Iniciados, estágios nacionais e da FIRA.
· Colaboradores e Formadores: António Moita, Arnaldo Neto, David Jackson, João Valente, Ferdinando de Sousa, José Machado de Almeida, João Mourinha, José Picão de Abreu, João Silva e Cunha, Nuno Coelho, Jorge Mendes Silva e Tiago Sousa e Silva.

Louvem-se estas pessoas que acreditam no rugby em Portugal e indiferentes às críticas e à falta de condições meteram mãos à obra, entusiasmando imensos jovens. Esperemos que seja um projecto para continuar. Pena é que no Centro e no Norte ainda não se estejam a desenvolver estes projectos.

De realçar a participação de Mourinha em vários jogos internacionais e no Campeonato do Mundo sub 19, de Arsénio Tomaz em jogos internacionais e de Pedro Murinello no Torneio de Millfield. Realce ainda para o Rohan Hoffmann e para o Pedro Murinello que espera-se confirmem no futuro as boas arbitragens que fizeram este ano. Por desconhecimento não abordo a formação dos árbitros de topo, obviamente importante.


DISCIPLINA

Esta é uma matéria que tem levado ao abandono prematuro de alguns árbitros. Existe muita falta de respeito para com os árbitros, dentro e fora de campo. São sobejamente conhecidos os casos de jogadores que são expulsos e que acabam por não sofrer nenhum castigo, ou são castigados muito tempo depois, em situações que geram grande descontentamento.

São também conhecidas as excessivas familiaridades de jogadores para com os árbitros e de ameaças, por vezes discretamente, outras vezes de forma ostensiva e sem qualquer pudor (vidé situação vivida por Mourinha na final do CN deste ano, ofensas pessoais e ameaças físicas por parte de alguns adeptos no fim do jogo) e que ficam sem qualquer sanção.

É urgente que o Conselho de Arbitragem e o Conselho Disciplinar trabalhem de forma célere e em estreita colaboração, e que estes 2 órgãos sejam expurgados de pessoas que não conseguem funcionar de forma isenta, sem se deixarem influenciarem por clubismos e pressões de “amigos”. Os jogadores com comportamentos incorrectos têm de sofrer rapidamente as consequências dos seus actos. Infelizmente, parece ser a única maneira de passarem a ter respeito pelos árbitros.


Também um reparo ao Conselho de Arbitragem a quem por vezes parece faltar algum bom senso, por duas situações:

Na ½ final do Campeonato Nacional da DH, jogo Agronomia – CDUL, cabe na cabeça de alguém nomear para fiscal um jovem jogador/árbitro e ter como 4º árbitro o internacional Arsénio Tomáz? O rapaz foi ofendido e quase agredido, será que vai continuar a arbitrar? Lamentável a atitude dos adeptos que não souberam ter um comportamento digno, mas a responsabilidade principal é de quem o nomeou para aquele jogo.

Técnico – Cascais, que decidia quem descia de divisão. Numa atitude de total falta de bom senso foi decidido nomear o Pedro Murinello para arbitrar este jogo. Antigo jogador do Cascais e com o irmão em campo naquele jogo, não era nada aconselhável que fosse ele a apitar. Indiferentes a todos os protestos mantiveram a sua decisão, porquê? Bastava terem nomeado o António Moita que esteve como fiscal e evitavam toda a polémica que se instalou, um mau estar entre adeptos e com os árbitros e dirigentes, para quê?

REMUNERAÇÕES

Todos criticamos os árbitros, erram como os jogadores e os dirigentes também erram, mas o árbitro está muito exposto e portanto é o alvo fácil das críticas. Mas quantos adeptos sabem quais as condições de trabalho de muitos árbitros?

Para além de fazerem vários jogos por fim de semana, de terem de fazer grandes deslocações, de terem de apitar muitos jogos sem auxiliares, de estarem sujeitos a pressões de dirigentes, de jogadores e de adeptos, ainda têm de suportar as despesas de deslocação e aguardarem meses para serem reembolsados das despesas e pagos pelos jogos que apitam.

Não é o facto de serem pagos que os vai tornar melhores árbitros, mas qualquer pessoa que presta um serviço tem de ser paga, não mata mas desmotiva, os árbitros não têm nenhuma obrigação de suportarem estes custos por muito tempo, se calhar é por isso que não há fiscais e ninguém quer arbitrar fora de Lisboa.

Tal como não pode deixar de haver dinheiro para pagar ao Seleccionador Nacional e aos funcionários da FPR, também não pode faltar dinheiro para pagar aos árbitros, sem eles não há jogos, não há campeonatos.

No site da FPR está uma lista com 28 árbitros, mas sem indicação das suas categorias, isto é, que tipo de jogos podem apitar, é manifestamente pouco mas está-se a trabalhar com consistência para inverter esta situação.

24 comentários:

Anónimo disse...

estágio de sub-19 cancelado. abraços S

Anónimo disse...

Análise que acerta em quase tudo que é de facto importante...até parece que foi escrita por quem está dentro da arbitragem.

Anónimo disse...

Concordo plenamente ;)

Anónimo disse...

Tipo ke são os novos estrangeiros que veem para o cdul?

Anónimo disse...

Estes treinadores dos Sub 19 estão cada vez melhores...
Ah... tá bem.... é o Filho do Dídio....!

jose maria caupers disse...

Acho que estes temas são extremamente importantes, não “apenas” para a arbitragem, mas para o rumo que se quiser dar ao rugby em Portugal

Antes de da arbitragem gostaria de chamar a tenção para um aspecto que, na minha opinião, influencia tudo, arbitragem incluida.

Qualquer organização (seja ela empresa, clube, associação ou FEDERAÇÃO) que não obedeça a princípios como:
» Ter um organigrama
» Ter descrição/atribuição de funções
» Ter regras e normas
» Ter quem execute as funções e as execute em tempo útil
» Ter quem fiscaliza a correcta aplicação dessas regras e normas
» Ter órgão que estabeleça penalizações para os prevaricadores e as faça cumprir
» Ter respeito por todos os parceiros
não poderá nunca vingar, seja em que área for.

No que respeita ao rugby em Portugal, existe Organigrama, penso que existe descrição/atribuição de funções, mas daí para baixo é um desastre completo:
» NÃO HÁ REGRAS E NORMAS ACTUALIZADAS
»» O regulamento geral de competições está péssimo e obsoleto (é de 27/06/2005)
»» Os regulamentos dos campeonatos nacionais estão na mesma situação e são do mesmo ano
» NÃO HÁ QUEM EXECUTE AS FUNÇÕES
»» As provas são organizadas “em cima do joelho”
»» Os árbitros nomeados de forma discutível, muitas vezes tardiamente e por meios falíveis
»» O site está como está
»» Os cartões de jogadores são entregues com enorme atraso
»» As respostas a questões que os clubes põem não existem ou são enviadas após enorme insistência e tardiamente
» NINGUÉM FISCALIZA NADA
»» Ninguém confere nada (nomeadamente boletins de jogo, a atempada entrega dos mesosfera)
»» As regras e normas que a FPR cria, ou que fazem parte dos seus regulamentos, não são respeitadas pela própria federação
»» São permitidos imensos atropelos às regras com conhecimento da federação
»» A federação é a 1ª a autorizar factos que vão contra os regulamentos
» OS PREVARICADORES NÃO SÃO PENALIZADOS
»» Mesmo quando a federação não tem conhecimento e um clube reporta uma situação irregularidade sempre, nada é feito
»» Quando alguma penalização (a clubes ou jogadores) é aplicada, é tardiamente e muitas vezes já sem qualquer efeito real
»» Situações denunciadas por árbitros em relatórios são “torneadas”
» NEM TODOS OS CLUBES/JOGADORES/ÁRBITROS SÃO TRATADOS DA MESMA FORMA
»» Decisões tomadas em reuniões na FPR são, por influência de um/uns clubes, alteradas posteriormente
»» Os pedidos feitos por clubes não são tratados todos da mesma forma
»» Os relatórios dos árbitros nem sempre são respeitados
Enquanto estas situações se mantiverem, o rugby não progredirá em Portugal, o aspecto “formação” continuará a ser mal tratado e nunca poderá existir qualquer tipo de organização.

Acho que esta situação leva a que os clubes, cada vez, mais tenham menos consideração/respeito pela federação, incentiva os prevaricadores, desmotiva os que querem respeitar as regras e guiar-se pelos regulamentos (são obsoletos mas são os que temos, não pode ser cada clube a fazer a sua própria interpretação dos mesmos ou a respeitar apenas parte deles).

A federação poderá dizer que não tem pessoas que cheguem; não é desculpa, pois se assim é, é porque não respeitaram um princípio básico para o funcionamento de qualquer feder acção, clube ou direcção: antes de aceitarem serem direcção da federação viram de o somatório das disponibilidades de cada um era igual ao somatório das necessidades da federação?
Se era, então porque funcionam tão mal?
Se não era, então porque aceitaram o cargo?

Para mim, reside aqui o princípio de todos os males do rugby português: ORGANIZAÇÃO/COMPETÊNCIA DE QUE MANDA, DO ORGANISMO QUE TEM QUE SUPERINTENDER TODAS AS QUESTÕES RELACIONADAS COM ESTE DESPORTO.

Relativamente aos árbitros acho que estamos a pagar o facto de nos últimos anos (excepto época 06/07) nada se ter feito em prol da arbitragem:
» Melhoria nas retribuições, formação, segurança, respeita pelas suas decisões
Esta época – 06/07 – algo mudou: houve ajustamento nas retribuições por parte da FPR (levou ao aparecimento de novos árbitros) e, acima de tudo, houve um excelente trabalho da ARS na EJA que, a ter continuidade e apoio por parte da FPR e CLUBES, em devido tempo irá dar os seus frutos.
Os clubes tem que aceitar que os árbitros erram, como os seus dirigentes e jogadores erram, principalmente quando se trata de novos árbitros.Penso que neste aspecto o maior trabalho, um dos mais importantes, tem que ser feito nos clubes: incutirem nos seus jogadores uma das regras básicas deste “desporto de cavalheiros”: a decisão de um árbitro NUNCA SE DISCUTE! Se esse trabalho for feito, se os árbitros sentirem isso, se as pessoas que vão ver rugby sentirem que estamos a ficar mais parecidos com o que nesse aspecto se vê na televisão, talvez os abandonos diminuam e haja mais pessoas a sentirem-se tentadas a experimentar ser árbitros.
Enquanto se assistirem a cenas como no Agronomia-CDUL (1/2 final) com o fiscal, com no GDD-Agronomia no final do campeonato, como no Tecnico-Cascais no “jogo da descida”, quem quer ir ser árbitro??!!
Aqui os clubes têm um papel muito importante a desempenhar junto dos seus jogadores e junto das próprias massas associativas.

Com isto não quero isentar as situações incríveis que o Miguel relata das despropositadas nomeações feitas esta época.Total falta de senso, uma vez que falta de árbitros disponíveis não foi !!! sem mais comentários….

Acho que o acompanhamento dos novos árbitros é indispensável para o seu “crescimento”.Vi este ano árbitros como o Jojo, o Mourinha, o Nuno Coelho irem ver jogos e falarem com jovens árbitros ao intervalo e no final do jogo.Extremamente útil e motivador, mas não me pareceu uma acção concertada, uma acção que fizesse parte de um plano em que todas as semanas alguns desses árbitros fossem acompanhados, para se chegar ao fim de um mês, p.e., e todos eles tivessem sido uma vez “examinados”.

Sem isso, sem acções de formação “contínua”, como podem eles evoluir?

Penso que o que se fez em 06/07 não foi mau, que foi o melhor ano desde há muito tempo, mas há que melhorar: formação, cuidado nas nomeações (atempadas, por meios seguros, sensatas), melhorar apoio aos jovens árbitros, continuar o excelente trabalho da ARS.

Tem que ser dado maior, muito maior apoio aos árbitros e estes tem que o sentir, tem que sentir segurança e que as suas decisões são respeitadas pela federação de modo a que frases como:
» Se eu fosse a ser rigoroso o jogo não acabava
» Lá fora, com o que aquele jogador fez, era logo expulso
» Cá toda a gente pensa que pode falar com os árbitros, mas se fosse a aplicar a lei, tinha que expulsar uns 10
deixem de ser ouvidas.

Para exemplificar o que quero dizer: lembram-se do que aconteceu ao jogador Uruguaio aos 5m daquele decisivo jogo para Portugal e Uruguai? Pois é, foi expulso em casa, num ambiente hostil ao árbitro.
Isso aconteceria numa ½ final ou final em Portugal? Duvido muito, para não dizer tenho a certeza que não.

Por ultimo a segurança:
» Penso ser imprescindível haver segurança nos campos de rugby.Se formos a um jogo de futebol dos regionais, há sempre, pelo menos, um ou dois policias, se formos a um jogo de infantis de hoquei em patins dos “regionais”, precisamente o mesmo … …e no rugby? NADA !
Parece-me óbvio que esse aspecto contribuiria para uma maior segurança e “à vontade” dos árbitros durante os jogos e certamente para acalmar os ânimos das tantas vezes excitadas massas associativa dos clubes portugueses.

Um abraço

Anónimo disse...

Fui treinado na Agronomia por esse tal filho do Didio...
Tenho de dizer que em 11 anos de rugby foi o melhor treinador que tive...
Nuno é um excelente treinador!

Abraço

Anónimo disse...

Caros Miguel e Caupers:

É muito compensador ver finalmente o problema da arbitragem ser discutido onde deve: na sua base, ou seja, nos clubes. Na minha opinião, foi essa sensibilidade de aguns clubes mais responsáveis que tornou também possivel o exito da EJA, coordenada pelo Ferdinando, e um ano de rugby 2006/07 que, apesar de tudo, correu melhor nesta matéria. E haverá melhorias para o futuro quando a arbitragem deixar de ser "um problema para a FPR resolver" e passar a ser encarada como "outra faceta da formação de jovens de que os clubes são co-responsáveis". Começa, defacto, por alturas dos juvenis. Um bom formador terá (como para detectar bons jogadores com futuro) que olhar especialmente para aqueles que já revelam bom conhecimento do jogo em si (leis) e que poderão ter um futuro promissor na carreira da arbitragem. Não podemos ficar como agora: esperar que ex-jogadores internacionais decidam privar-se das familias e fins de semana consecutivos para irem arbitrar a kilómetros de distância, adiantando despesas do seu bolso e estando sujeitos às má-criações de jogadores e dirigentes desse país fora, esses mesmos que nada fizeram para a melhoria da arbitragem.

Da mesma forma que só há Federação porque os clubes se juntaram para isso, assim também só haverá árbitros se os clubes exigirem qualidade nos jogos que desejam realizar e, para tal, também formarem ou organizarem formação de potenciais árbitros. Eu sou do tempo em que o árbitro de juvenis ou juniores era nomeado logo ali, na bancada e toda a gente o tratava por "pá"... não desejo, nunca mais, esses tempos para o rugby português.
Um grande bem-haja pelo post!
Tiago Sousa e Silva

Anónimo disse...

Miguel,

aproveito este seu espaço para divulgar uma importante notícia para o Rugby do Belenenses:

NOVO TREINADOR SENIOR: Bryce Bevin (NZ). Mais aqui:

http://www.osbelenenses.com/portal/belenenses/_specific/public/allbrowsers/asp/projuindex.asp?stage=2&id=6067

Abraço
Rui Vasco

Anónimo disse...

1º Parabéns pelo excelente blog e pela paciência em mantê-lo actualizado e com todas estas fotografias que o tornam ainda mais atractivo.
2º a nível dos seniores acho que este ano com o aparecimento de alguns ex jogadores a apitarem o nível de arbitragem subiu bastante. è muito dificl ser um bom árbitro de rugby sem se ter tido uma carreira de jogador principalmente porque por cá não há o hábito de ver jogos de rugb, principalmente internacionais , que em muito servem de apredizagem.
3º é dificil manter disciplina eeducação quando em jogos de iniciados e infantis se vêm treinadores a incentivar os seus jogadores a serem mal educados e em se preocuparem mais em bater do que em jogar bem.
claro que isto é um comentário muito simplista mas o assunto daria para um comentário demasiadamente longo e chato.

Miguel Rodrigues disse...

Rui,

Boa notícia para os Azuis de Belém, vai ser certamente uma mais valia para a vossa, já excelente, escola.

Espero que seja possível aproveitar este e outros treinadores que eventualmente venham trabalhar para Portugal, para ajudar na formação de treinadores.

Um abraço,

Anónimo disse...

este caupers farta-se de escrever..ele tambem devia fazer este blog! lol

Anónimo disse...

ai o cdul fala escreve berra enfim sabe tudo são os unicos que não fazem nada de errado etc.. etc..

Então expliquem o que aconteceu no CDUL- Benfica?

o que aconteceu com os seus dirigentes terem opiniões contrárias uns dos outros?

ja agora um clube é o que?

um campo?um restaurante?uma sede social?estruturas?dinheiro?atletas?

o Cdul é o que? julgo que entes de criticarem aqui no vosso e bom site deviam de enviar o mesmo documento para a FPR!! tentar marcar reuniões com os outros clubes tentar mudar as coisa?

levaram 50 pontos na Tapada e segundo me foi dito os jogadores insultaram o publico de agronomia.... e despediram o treinador....
jogaram com o direito com juniores que belo respeito pelo adversário...
nas meias-finais insultaram o arbitro...falam de arbitragem...

tentaram que o jogo do 3 e 4 lugar para o campeonato nacional conta-se para a meia-final da taça...falam de regulamentos..

jogam com camisolas numeradas de 1 a 99... falam de regulamentos...

pedem aos jogadorres seniores para não irem a selecção nacional de sevens... respeito pelo rugby e pela selecção...

por isso antes de falarem tenham vejam o que se passa no vosso clube!!

Anónimo disse...

O Cdul vai entrar no beach rugby este sábado? Qual será a equipe? um abraço

Anónimo disse...

"Enquanto se assistirem a cenas como no Agronomia-CDUL (1/2 final) com o fiscal, com no GDD-Agronomia no final do campeonato, como no Tecnico-Cascais no “jogo da descida”, quem quer ir ser árbitro??!! "

O Caupers tem toda a razão!! Assisti a estes jogos e foi de facto vergonhoso! Quem perdeu nestes jogos quis resolver a sua IRA com os Arbitros. Isto NÃO é Futebol. O Rugby nunca foi assim. Então baterem num miudo de 16 ou 17 anos, FISCAL de LINHA, que esta em formação... é o mesmo que pedirem aos POUCOS arbitros que existem.. VÃO_SE EMBORA, e voltarem os liners do Publico afectos aos 2 clubes a roubarem a olhos vistos! Esperemos não voltar a essa era...

Anónimo disse...

é pena que sejas analfabeto ò 8.03

Anónimo disse...

o anonimo das 8.03 não percebe nada ... ...

em vez de te ressabiares que nem um cão raivoso e atacares quem se identifica e emite opiniões acerca de problemas globais do raguebi portugues, limitas-te a insurgir contra o CDUL ??!!!!

Deves ter uma dor de corno do tamanho do mundo!!!

Porque não comentas, rebates, discutes o que já foi aqui opinado? porque não dizes a tua opinião e só mordes?

É por causa das "pessoas" tão limitadas como tu que isto está como está!!!!

Consegues juntar 2 animais em 1 (burro e cão raivoso) e , para alem disso ser estupido e mentiroso!!!! Se estivesses por dentro dos assuntos saberias (secalhar até sabes e estás aqui s´o a levantar confusão) que disseste muita coisa errada e falsa.

Se não tens opinião sobre o tema, se não tens argumentos para rebater os já apresentados ... ...dedica-te À pesca e não estragues este excelente blog! É claro que podes discordar das outras opiniões, mas não é isso que fazes ... ..voltas-te para outros temas, mentes, mordes, mostras uma raiva incontida....

Malta do Sado disse...

confesso que não estou a par da arbitragem na 1ªdivisão, apenas na segunda, e tb se assiste a situações menos boas!
na minha humilde opinião, uma das medidas necessárias era a presença dos arbitros nos treinos de principio de época, para que assim se pudesse auscultar a opinião deles, quer em possiveis mudanças de leis de jogo, quer em acompanhar situações de treino especifico em que estes pudessem dizer o que é falta do que não é!!Tambem importante era a realização de cursos de arbitragem fora dos locais habituais, pq não em évora, coimbra, faro , para que assim não fosse tão dispendioso e moroso para os jogadores que habitam nessas zonas!!muito importante tb são as condições oferecidas aos arbitros, pq apitar sem condições,quer financeiras e materiais não dá!!
Para finalizar penso que a arbitragem tb ganharia muito mais respeito se os próprios arbitros se envolvessem mais no jogo, e penso que isso está a acontecer!!A nova geração já permite uma maior interacção, em termos de dialogo,no qual podemos questioná-los, respeituosamente é claro, acerca das faltas e eles explicam a sua ideia!!penso que é muito importante eles fazerem isso,ganham respeito dos jogadores na hora,eu falo por mim!! abraço a todos que gostam do melão

Anónimo disse...

ARCTIC MONKEYS ARRASAM NO COLISEU!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

Não sei porquê que estão "em brasa" com o anónimo das 8.03! O que ele diz é tudo verdade, embora custe a alguns... Não sejam falsos moralistas! Actuem("eduquem") primeiro junto dos vossos jogadores(de qq escalão)e do vosso pouco público, e depois falem dos árbitros e juizes de linha!

Miguel Rodrigues disse...

Há pessoas que escondidas pelo anonimato têm a mania que os outros só devem falar quando eles entendem.

Tenha juízo!

Quem é que está a dizer que o CDUL nao tem defeitos? Claro que tem, mas não se está a falar do clube A ou B, mas sim de problemas que existem e é importante que se discutam, tlvez se forem falados abertamente as pessoas se consciencializem que têm de mudar de atitude, daí ser num blog, qual é o mal?

Os clubes têm alguma culpa, CDUL incluído, mas a responsabilidade maior pela maioria dos problemas é de quem tem o poder para os resolver.

De qualquer maneira não vejo que o artigo seja ofensivo para quem quer que seja, mas é estranho verificar o nervosismo de algumas pessoas que tentam mudar de assunto fazendo acusações estúpidas.

O que é que interessa aos adeptos do rugby se o CDUL tentou que não fossem muitos jogadores aos Sevens, porque pela primeira vez desde há muitos anos tinhamos a hipótese de chegar à final da Taça, ou que tenhamos jogado com alguns juniores contra o Direito, para podermos ter a equipa titular descansada para a meia final contra a Agronomia, alguém criticou a decisão do Direito de não participar na Taça de Portugal, foi uma opção deles e que só a eles diz respeito.

Diga lá qual é o clube cujos jogadores ainda não ofenderam os árbitros, ou não tiveram comportamentos incorrectos com os arbitros ou com o público, na minha opinião acho que temos todos de mudar, ou acha que é só o CDUL?

Tenho pena que não tenha a coragem de se identificar, temos todos de ter muita paciência com pessoas como você que cobardemente só querem é atirar com areia aos olhos dos outros, porque será?

Anónimo disse...

O GDD jogou a Taça de Portugal e foi eliminado logo no princípio.

Apesar de ter, na altura, dez ou doze jogadores ao serviço da Selecção, jogou com os jogadores que tinha e não tentou adiar nada.

Miguel Rodrigues disse...

Obrigado pela correcção.

Anónimo disse...

Que o CDUL nao se tem andado a portar bem, é um facto, principalmente nesta ultima epoca! Mas isso é o resultado da ganância de resultados, e que não é nada de novo, seja a que clube for. Todos passaram por isso, e fizeram do mesmo! Portanto deixemo-nos de falsos moralismos, ou não! ponham os olhos nisso e vejam que não é solução. Inclusivé ate acho que Clubes como o Belem e CDUL, devido a escassez de resultados nos Seniores, e inconscientemente deixaram passar para as camadas jovens do Club, algum sentimento de vitoria a qualquer custo. Isto sem ofensa! Espero que leiam isto não com uma visão pessimista, mas apenas de opinião. Vi alguns jogos das Escolas e camadas jovens e achei os treinadores muito fervorosos e menos educativos do que aquilo que se pretende no Rugby, que alem de formar bons atletas, sempre foi formar grandes homens.

Como disse, são sentimentos que acontecem INCONSCIENTEMENTE e são comuns a TODOS os clubes.

Portanto não se piquem com o CDUL porque não é diferente de qualquer outro club Nacional.

Afinal somos so 4000 a praticar!

Abraço